Aldo projeta luta em novembro e vê Swanson como possível adversário

Quase dois meses depois de ser superado por Max Holloway, no UFC 212, e perder o cinturão dos pesos-penas do Ultimate, José Aldo tenta focar no que a situação pode trazer de positivo para sua carreira. De olho em um retorno ainda em novembro deste ano, Aldo acredita que lutar sem a responsabilidade de manter um cinturão pode ser um peso a menos nas costas, e afirma que um confronto com Cub Swanson, atual número quatro no ranking da categoria, pode ser um bom duelo no atual momento.

– Acho que tira um peso, sim, a gente pode chegar lá e se arriscar bastante, como sempre foi. Eu sempre respeitei todos os atletas, mas agora a gente volta a ser franco-atirador de novo, podemos fazer grande lutas, empolgantes, eu acho que os fãs esperam isso de mim. Quero voltar o mais rápido. Eu pedi para lutar de novo no máximo até novembro, porque nos últimos anos fiquei muito tempo sem lutar, e acho que isso me prejudicou bastante, mas a gente já está conversando com eles para que até novembro a gente possa voltar. Acho que a gente vai conforme o ranking mesmo. Acho que o Cub é um grande oponente que a gente pode lutar agora, para que a gente possa retomar o caminho das vitórias – disse Aldo ao Combate.com, durante a inauguração de uma franquia da hamburgueria do lutador, em um shopping na Zona Norte do Rio de Janeiro.

José Aldo hamburgueria (Foto: Jamille Bullé)José Aldo vê o cinturão em boas mãos com Holloway (Foto: Jamille Bullé)

Comparando o comportamento de Aldo após a derrota para Conor McGregor, em dezembro de 2015, com o de agora, depois do revés para Holloway, Aldo aparenta estar mais sereno. O manauara garante que o sentimento é outro, já que conseguiu fazer três rounds de luta – o duelo com o irlandês terminou em apenas 13 segundos. Apesar de lamentar a perda do cinturão, o ele acredita que o título está em boas mãos.

– Foi bem diferente. Acho que agora a gente conseguiu lutar, conseguiu mostrar algo. O Max é um cara que fez por onde para vencer, ele tem o mérito dele, se credenciou. Ele veio ao Brasil, lutou com todo o respeito e venceu. Para mim, esse é um verdadeiro atleta. Eu respeito e fico feliz pelo cinturão estar nas mãos dele. Lógico que a gente queria ser campeão ainda, mas a gente aceita bem tranquilo que foi um grande atleta que assumiu.

Aos 30 anos, José Aldo não acredita que as duas derrotas por nocaute nas últimas três lutas sejam consequências da idade. Para o lutador, um golpe bem aplicado derruba qualquer um, não importa a faixa etária.

– Acho que a gente tomou um nocaute, sim, a luta do Conor foi nocaute, mas essa última, não foi nocaute. Ele conseguiu conectar um bom golpe, a gente teve uma absorção muito boa, a gente absorveu bastante, apanhei praticamente dois minutos de luta, mesmo assim não apaguei, conversei com Big John (McCarthy, árbitro central do combate contra Holloway) falando que estava bem, mas ele achou que eu não estava me defendendo na hora e parou a luta, mas eu acho que faz parte, não tem como, você pode ser novo ou velho, quando o golpe pega no lugar certo, não tem jeito – finalizou.

Fonte: Globo.com por *Jamille Bullé, estagiária, sob a supervisão de Raphael Marinho