Com passagem apagada pelo UFC, onde fez apenas duas lutas e não venceu nenhum adversário, Dileno Lopes deu a volta por cima na noite do último domingo, no evento principal do Shooto Brasil 70, quando finalizou Eliel “Topete” Dourado com uma guilhotina, a 1m48s do primeiro round. O amazonense da equipe Nova União, que pareceu um pouco nervoso no início do combate, mostrou bom poder de absorção dos violentos chutes baixos do adversário e usou seu bom jiu-jítsu para chegar à 13ª vitória na carreira através da arte suave.

– Batalhei muito por esse resultado, sabia que o adversário era duro, um trocador, então cozinhei um pouco ele em cima, esperei o momento de atacar e coloquei para baixo, que é meu ponto forte. Fiquei muito focado, deixei tudo de lado para essa luta e fui recompensado. Aprendi muito com as derrotas, treinei forte e, quem sabe, um dia, volto para o UFC. Cheguei lá lutando e vou voltar para lá lutando também. E vitória assim são o caminho para conseguir voltar – afirmou o peso-galo após o duelo.

No co-evento principal da noite, em luta válida pelos pesos-leves, Thiago Manchinha derrotou Guilherme Doin no segundo round e foi o único lutador do evento a conseguir a vitória através de um nocaute. Outro momento de grande vibração do público presente no ginásio do Hebraica, em Laranjeiras, no Rio de Janeiro, Rafael Bernardo derrotou Roger Berger por decisão unânime. O lutador entrou com soldados do Bope com a trilha sonora do filme “Tropa de Elite” e levantou a galera presente.

– Nosso objetivo é ajudar a lançar cada vez mais atletas internacionalmente. E acho que a gente está no caminho certo. Ao longo desses 10 anos que estou à frente do Shooto Brasil, já até perdi a conta de quantos lutadores colocamos em eventos internacionais, com alguns deles chegando até a serem campeões. É o caso do Renan Barão, do Dudu Dantas e vários outros que lutaram em eventos pelo mundo todo. Então, os objetivos estão sendo alcançados e é o que vamos continuar fazendo – disse Dedé Pederneiras, presidente do Shooto Brasil, ao Combate.com.

Dileno Lopes finalizou Eliel Topete Dourado com uma guilhotina a 1m48s do R1
Thiago Manchinha venceu Guilherme Doin por nocaute técnico a 1m57s do R2
Rafael Bernardo venceu Roger Berger por decisão unânime dos juízes (triplo 30-27)
Maycon Boca finalizou Ralph Leandro com uma chave de braço a 1m52s do R2
Joicemara da Silva finalizou Elaine Leal com um triângulo aos 3m42s do R1
Matheus Malta finalizou Jean Torres com uma chave de braço aos 3m27s do R1
Rangel de Sá finalizou Jobson Nogueira com uma chave de braço a 1m02s do R1
Carlos Augusto venceu Hudson Sombra por decisão unânime dos juízes (triplo 29-28)
Card amador
Luanderson Silva venceu Cleiver Fernandes por decisão unânime dos juízes