Marcio André analisa a temporada, retorna ao pena e busca o quarto título no Europeu 2018

Marcio André, 23 anos, ainda não largou os kimonos em 2017 e nem pretende fazer isso nem tão cedo. O jovem faixa-preta da Nova União tem dividido a rotina entre o Jiu-Jitsu e o crossfit, para condicionar o corpo, e ir em busca do quarto título consecutivo no Europeu da IBJJF, agendado para os dias 16, 17, 18, 19, 20 e 21 de janeiro, em Odivelas, Portugal.

Campeão do torneio duas vezes no peso-pena, em finais contra Gianni Grippo (2015) e Paulo Miyao (2016), e uma vez no peso leve, quando fechou com o companheiro de equipe, Luan Carvalho (Nova União), Marcio decidiu voltar ao peso de origem, depois de uma temporada de desafios no peso-leve, onde acumulou ouros em diversos opens da IBJJF. Em 2018, o aluno de Fábio Andrade vai disputar todos os torneios como peso-pena.

“Em 2018, optei por lutar na categoria que sempre lutei, que é o peso-pena.  Tive bons resultados lutando como peso leve, lutei com grandes nomes, inclusive o atual campeão mundial Lucas Lepri no Pan da IBJJF. Acho que fui bem, mas acabei perdendo por descuido meu. Mas quero voltar a lutar saudável. Quando eu luto de peso leve, eu não vejo diferença. Porém, quando atuo no peso leve, eu não faço dieta, só cuido um pouco e já to no peso. Já lutando de pena, eu preciso ser profissional. Quero lutar tudo de peso-pena, não só o Mundial igual eu fiz ano passado, quero acostumar a temporada toda e ganhar tudo como peso-pena. Realmente, estou treinando muito. Quero fazer tudo que não fiz em 2017, quero me dedicar e chegar na minha melhor versão. Não quero ir crescendo na temporada, quero chegar grande nela. Estou me dedicando há bastante tempo para começar muito bem”, detalha Marcio, ao explicar sua volta ao peso de origem.

Apesar de um vasto currículo no Jiu-Jitsu, Marcio sempre optou por esquecer o que já venceu quando entra em uma nova competição de Jiu-Jitsu seja ela de grande porte ou não. No Europeu da IBJJF, ele quer deixar o jogo fluir sem cobranças. A seguir, ele explica como funciona seu pensamento sobre status de campeão e medalha.

“Eu coloquei na minha cabeça que eu quero ser o melhor e isso significa que não sou o melhor. Então, não estou pensando muito no que foi feito e sim no que irei fazer. Na minha cabeça, não tem título nenhum. Isso significa que preciso conquistar. É assim que eu penso. É certo eu lutar todos os eventos grandes como, Europeu, Pan, Brasileiro, World Pro em Abu Dhabi e o Mundial da IBJJF. Quero lutar bastante no próximo ano!”, conta Marcio.

Fonte: Portaldovaletudo.com.br